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Entre prevenção e repressão, Operação Mulher Segura contabiliza 228 mil vítimas atendidas

Balanço do Ministério da Justiça reúne dados de 141 dias de mobilização, com 57.790 prisões, presença em 4.253 municípios e ações de acompanhamento e proteção.
Entre prevenção e repressão, Operação Mulher Segura contabiliza 228 mil vítimas atendidas
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

A Operação Mulher Segura 2026 atendeu 228 mil vítimas de violência contra as mulheres ao longo de 141 dias, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Iniciada em 1º de junho, a mobilização combina ações de prevenção, proteção, atendimento e responsabilização de autores em diferentes partes do país.

Além dos atendimentos, foram registradas 57.790 prisões de agressores. Desse total, 49.129 ocorreram em flagrante e 8.661 foram realizadas por meio do cumprimento de mandados judiciais. A operação reúne forças de segurança estaduais e federais e tem caráter permanente, de acordo com o ministério.

Ações de proteção e acompanhamento

Entre as atividades previstas estão visitas preventivas, acompanhamento de mulheres com medidas protetivas e atendimento às vítimas. A operação também inclui medidas voltadas à prevenção da violência contra as mulheres e do feminicídio, além da atuação em situações consideradas de risco de escalada para formas mais graves de violência.

As ações alcançaram 4.253 municípios brasileiros, conforme os dados divulgados. A Secretaria Nacional de Segurança Pública mobilizou 123.878 policiais e 44.906 viaturas em todas as unidades da federação.

Ocorrências registradas

Lesão corporal foi a ocorrência mais frequente no balanço, com 16.644 registros. Em seguida aparece o crime de ameaça, com 15.019 casos. Também foram contabilizados 4.949 descumprimentos de medidas protetivas de urgência. Outras tipificações somaram 5.165 registros.

A distribuição regional das prisões teve maior concentração no Sul, responsável por 36% do total. O Centro-Oeste respondeu por 26%, seguido pelo Sudeste, com 18%, pelo Nordeste, com 15%, e pelo Norte, com 4%.

Nos atendimentos realizados durante as diligências, o Sudeste concentrou o maior percentual, com 33% das vítimas. Os dados apresentados pelo Ministério da Justiça informam as proporções regionais, mas não detalham os números absolutos de prisões e atendimentos por região.

Previsão para o fim do ano

O Ministério da Justiça e Segurança Pública estima que 100 mil agressores de mulheres sejam retirados das ruas até o fim do ano. A cifra é uma expectativa para o período seguinte, e não o resultado acumulado nos 141 dias contabilizados no balanço.

Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. O Ligue 180 recebe denúncias e pedidos de orientação gratuitamente, com atendimento sigiloso e funcionamento 24 horas por dia. A divulgação também cita canais institucionais ligados ao Ministério Público, à Justiça Eleitoral, à Polícia Federal, ao Conselho Nacional de Justiça e à Defensoria Pública da União.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos