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Detenção de ativista brasileiro em Israel é injustificável, diz Lula

5 de maio de 2026
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O ativista brasileiro Thiago Ávila foi preso em Israel, no dia 30 de abril, a bordo da Flotilha Global Sumud, com destino à Faixa de Gaza, que foi interceptada pelas forças israelenses em águas internacionais perto da GréciaO presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (5/5), que a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel é injustificável. No dia 30 de abril, ele foi preso a bordo da Flotilha Global Sumud, com destino à Faixa de Gaza, que foi interceptada pelas forças israelenses em águas internacionais perto da Grécia.

A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”, escreveu Lula em publicação nas redes sociais. “Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, acrescentou.

Além de Ávila, o ativista espanhol Saif Abu Keshek também foi detido e levado para Israel, enquanto mais de 100 outros ativistas pró-palestinos, a bordo de cerca de 20 barcos, foram levados para a ilha grega de Creta.
Para Lula, manter a prisão de Thiago Ávila é uma ação injustificável do governo de Israel que causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A prisão preventiva de Ávila e de Abu Keshek havia sido prorrogada até esta terça-feira, porém houve uma nova prorrogação para domingo (10/5).
Os ativistas faziam parte de uma segunda flotilha da Global Sumud, lançada em uma tentativa de romper o bloqueio israelense a Gaza por meio da entrega de assistência humanitária. Os navios haviam zarpado de Barcelona em 12 de abril.
As autoridades israelenses justificaram a prisão por suspeita de crimes que incluem assistência ao inimigo em tempo de guerra, contato com um agente estrangeiro, associação e prestação de serviços a uma organização terrorista e transferência de propriedade para uma organização terrorista.
Em outubro do ano passado, os militares israelenses já haviam abordado uma flotilha da organização e prenderam mais de 450 participantes, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg.
Sequestros
Pela contagem da Global Sumud, já são 180 os integrantes sequestrados, incluindo o brasileiro e o palestino-espanhol, os únicos ainda sob custódia de Israel. Ao todo, 35 saíram feridas do cárcere. 
Soraya Misleh, liderança da Frente Palestina São Paulo, ressalta o lema da flotilha: “quando os governos falham, nós navegamos.”
“O objetivo da flotilha é oferecer ajuda humanitária diante de um cerco criminoso que impõe a fome e, agora ainda mais, a sede e a total falta de condições de vida a população palestina em Gaza, submetida ao genocídio e à destruição total. Hospitais, escolas, tudo destruído”, declara.

Assuntos Capa, Nacional
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