Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
Poder e Ação
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
Poder e AçãoPoder e Ação
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Nacional

Fundação Cultural Palmares reforça reflexão sobre o 13 de Maio e a luta por inclusão da população negra

13 de maio de 2026
Compartilhar

A data de 13 de maio, que marca a assinatura da Lei Áurea em 1888, segue sendo motivo de reflexão sobre os desafios históricos enfrentados pela população negra no Brasil. Em texto divulgado nesta terça-feira, o presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Santos Rodrigues, afirmou que o movimento negro brasileiro transformou o significado da data ao questionar a ideia de que a abolição representou, de fato, a libertação plena da população negra.
Segundo o presidente, a frase “13 de maio não é o nosso dia”, difundida pelo movimento negro desde a década de 1980, tornou-se um símbolo da crítica à narrativa histórica que atribuía à Princesa Isabel o papel central e exclusivo no processo de libertação dos escravizados. Para João Jorge, essa interpretação desconsidera a resistência histórica da população negra e reforça desigualdades estruturais presentes até hoje na sociedade brasileira.
No texto, ele ressalta que os negros não foram sujeitos passivos durante o período escravista e relembra importantes movimentos de resistência negra no país, como a Revolta dos Búzios, em 1798, e a Revolta dos Malês, em 1835, ambas ocorridas na Bahia. O presidente também destaca o papel histórico dos quilombos, das manifestações culturais afro-brasileiras e das organizações negras na construção da identidade nacional e na luta por direitos.
João Jorge argumenta ainda que os indicadores sociais atuais demonstram que a abolição da escravidão não garantiu inclusão econômica, social e política para a população negra. Entre os desafios apontados estão a desigualdade no acesso à educação de qualidade, moradia, transporte público, lazer e oportunidades profissionais.
Ao defender o fortalecimento das políticas de ação afirmativa, o presidente da Fundação Palmares afirma que essas medidas são fundamentais para promover igualdade de oportunidades e ampliar a presença de negros e pardos em espaços historicamente marcados pela exclusão. Segundo ele, as ações afirmativas vão além das cotas raciais e envolvem mecanismos jurídicos, sociais e administrativos voltados à redução das desigualdades históricas.
O texto também relaciona a inclusão social da população negra ao enfrentamento da violência e da exclusão social que afetam jovens das periferias urbanas. Para João Jorge, ampliar o acesso à educação pública e ao mercado de trabalho representa uma estratégia de desenvolvimento social e fortalecimento da democracia brasileira.
Ao final, o presidente reforça que o reconhecimento da diversidade é um passo essencial para o futuro do país. “O Brasil de todos os brasileiros é o Brasil com negros e mestiços”, conclui.

Assuntos Capa, Nacional
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print
Painel Informe Manaus de Satisfação: Gostou da matéria?
Love0
Angry0
Wink0
Happy0
Dead0

Você pode gostar também

Nacional

Queda recorde do número de homicídios nos três primeiros meses de 2026 é destaque da Voz do Brasil

13 de maio de 2026
Nacional

Governo do Brasil anuncia subvenção à gasolina para proteger bolso da população

13 de maio de 2026
Nacional

MDS publica edital para construção de cisternas em escolas afetadas pelo rompimento da barragem do Fundão

13 de maio de 2026
Nacional

‘Vamos tirar das cadeias a característica de escritório do crime”’ afirma Wellington Lima

13 de maio de 2026
Nacional

Com 2,8 milhões de vagas criadas em 2025, emprego formal chega a 59,9 milhões

13 de maio de 2026
Nacional

MIDR repassa R$ 8,5 milhões para ações de defesa civil na Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Sul

13 de maio de 2026
Poder e AçãoPoder e Ação