No Programa Bom Dia, Ministro, Wellington Lima, da Justiça e Segurança Pública, detalhou o programa que combina inteligência, ampliação da segurança em presídios, reforço a investigação de homicídios e desarticulação do tráfico de armasO ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, afirmou, nesta quarta-feira (13/5), que as ações previstas no Programa Brasil Contra o Crime Organizado vão instituir padrões de segurança de excelência nos presídios e fazer com que eles deixem de ser considerados “escritórios do crime”. Um dos quatro eixos do programa, lançado nesta terça-feira (12/5), é a promoção do padrão de segurança máxima em presídios para interromper o comando das facções exercido a partir das prisões.“Nós vamos tornar as cadeias lugares mais seguros, nós vamos tirar da cadeia esta característica de escritório do crime. Vamos instituir padrões de excelência, como acontece no sistema prisional federal. E esse padrão envolve treinamento do pessoal que ali executa suas tarefas, envolve equipamentos tecnológicos que aumentarão o padrão de segurança e a instituição de protocolos”, disse o ministro Wellington Lima ao participar do Programa Bom Dia, Ministro.A instituição do padrão de segurança máxima em presídios vai alcançar 138 unidades estratégicas nos 26 estados e no Distrito federal, com aquisição de drones, kits de varredura, raios X, veículos, georradares, scanners corporais, detectores de metal, soluções de áudio e vídeo e bloqueadores de celulares. As cinco unidades federais servirão de modelo para os presídios que vão integrar o programa.
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O ministro afirmou que o programa também vai tirar o oxigênio do crime organizado a partir do trabalho do eixo que prevê a asfixia financeira das organizações criminosas com ações para atingir os fluxos de recursos que as sustentam. O ministro explicou que a atuação segue os moldes da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025 para desmantelar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do crime organizado no setor de combustíveis, com um trabalho que envolve os órgãos de inteligência financeira para identificar os alvos e adotar as medidas imediatas necessárias.
“Nós produziremos uma verdadeira asfixia financeira, tirando o oxigênio do crime organizado, que está hoje presente em casos de fintechs, de postos de gasolinas, de empresas das mais variadas, no mercado financeiro. Tudo isso será objeto de captura por parte desses órgãos, de reunião, consolidação desses dados e da adoção das providências necessárias para bloquear os bens, busca e apreensão, prisão, tudo o que for necessário”, afirmou Wellington Lima.
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