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MIR e Sebrae levam lideranças negras brasileiras a centros de inovação na China

16 de junho de 2026
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O Ministério da Igualdade Racial (MIR), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), acompanhou 29 empreendedores negros, pesquisadores e lideranças brasileiras , entre os dias 1º e 14 de junho, em uma troca de experiências com a Universidade Politécnica de Ningbo (NBPU) na China, para a etapa piloto do Programa Caminhos do Sul Global.

A iniciativa proporcionou uma imersão em experiências voltadas ao desenvolvimento econômico, científico e tecnológico, com foco em inovação, inteligência artificial e cooperação internacional. A cooperação englobou também o Comitê Gestor do Plano Juventude Negra Viva (PJNV); o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR); a Universidade Federal do Pará (UFPA); o Instituto Federal de Goiás (IFG); a Secretaria de Igualdade Racial do Ceará, o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais ( Clasco ); a China Education Association for International Exchange ( Ceaie ), e outras instituições brasileiras e chinesas comprometidas com a promoção da justiça racial, da inovação e do desenvolvimento sustentável.

Para o secretário de Políticas de Ações Afirmativas de Combate e Superação do Racismo , Tiago Santana, que acompanhou a delegação durante a primeira semana da missão , a iniciativa representa um passo importante na ampliação das oportunidades para a população negra nos setores estratégicos para o desenvolvimento. “Essa parceria do MIR e do Sebrae conecta empreendedores negros, pesquisadores e lideranças ao ecossistema de tecnologia e inovação da China. É uma missão estratégica para fortalecer a presença da população negra nos espaços de ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento”, afirmou.

A coordenadora-geral de Justiça Racial e Combate ao Racismo do MIR, Kátia Regis, destacou o papel da cooperação internacional como ferramenta para a promoção da justiça racial. “O Caminhos do Sul Global nasce para ampliar oportunidades e fortalecer a cooperação internacional para a justiça racial”, ressaltou.

Para compor a delegação, o Sebrae Nacional selecionou os afroempreendedores a partir de um recorte racial no âmbito do Prêmio Sebrae Startups. Os participantes atua m em negócios estratégicos, incluindo govtechs e iniciativas de impacto social, e fizeram parte de uma programação formativa voltada à inteligência artificial, manufatura inteligente, inovação e desenvolvimento de recursos humanos.

Durante a primeira semana, a delegação brasileira acompanhou atividades formativas sobre inteligência artificial aplicada à indústria, à gestão e aos processos criativos. Os cursos apresentaram ferramentas e metodologias que vêm transformando setores produtivos em diferentes partes do mundo, oferecendo aos participantes uma visão prática sobre tecnologias que impactam o presente e ajudam a moldar o futuro.

Outro aspecto central da missão foi a aproximação com o ecossistema acadêmico chinês. A Universidade Politécnica de Ningbo se tornou um dos principais espaços de intercâmbio entre representantes brasileiros e chineses, reunindo gestores públicos, pesquisadores, instituições de ensino e organizações parceiras em debates sobre educação, inteligência artificial, relações étnico-raciais, pesquisa científica e cooperação internacional.

Além da dimensão tecnológica e acadêmica, a programação buscou ampliar a compreensão dos participantes sobre a história, a cultura e o processo de desenvolvimento da cidade de Ningbo. Museus, centros de memória e espaços dedicados ao planejamento urbano permitiram conhecer elementos que ajudam a explicar a trajetória de crescimento da região e sua posição estratégica no cenário econômico chinês.

Afroempreendedorismo  – , a China hoje é uma referência global em inteligência artificial e sustentabilidade. “ Proporcionar que empreendedores e empreendedoras negros brasileiros tenham a oportunidade de aprender diretamente em um ecossistema tão avançado é um marco histórico em suas trajetórias profissionais, empresariais e pessoais” , colocou.

A afroempreendedora Ariane Amador ressaltou o significado de integrar a delegação brasileira. “Isso mostra o esforço conjunto, da nossa startup, que democratiza o acesso à regularização imobiliária, levando segurança jurídica e dignidade para quem mais precisa, tem alcance e propósito. E que a educação, de fato, abre portas para o mundo”, pontuou .

Já p ara o afroempreendedor Juscelino Araújo, a experiência trouxe reflexões importantes sobre o desenvolvimento de soluções tecnológicas conectadas às necessidades das pessoas. “Esses dias trouxeram uma reflexão importante que, antes de construir qualquer solução, precisamos entender as pessoas , cultura, comportamento, confiança, território e necessidade real” , defendeu.

Assuntos Capa, Nacional
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