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Nacional

Educação artística constrói cultura de paz nas comunidades, defende MinC

15 de maio de 2026
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O Ministério da Cultura (MinC) participou, nesta quinta-feira (14), do painel regional Artes para a Paz na Ibero-América, durante o Congresso Ibero-Americano de Educação Artística e Cultural, realizado em Bogotá, na Colômbia. O secretário-executivo da Pasta, Márcio Tavares, integrou o debate ao lado de representantes do Uruguai, El Salvador e Chile para discutir o papel das artes e da cultura na reconstrução do tecido social e na promoção da convivência democrática em contextos marcados por desigualdades, violência e exclusão.
Moderado pelo vice-ministro das Artes e da Economia Cultural e Criativa da Colômbia, Fabián Sánchez, o encontro partiu da pergunta: “O que a arte pode fazer que outras políticas públicas não conseguem?”. Ao longo da conversa, os participantes defenderam a educação artística como ferramenta estratégica para fortalecer vínculos comunitários, estimular o pensamento crítico e ampliar horizontes de pertencimento e cidadania.
Ao apresentar a experiência brasileira, Márcio Tavares ressaltou que a cultura e as artes atuam em diferentes dimensões da vida social e são essenciais para o enfrentamento estrutural da violência.
“A cultura e as artes têm um papel que atua em múltiplas dimensões e, se tirarmos o papel da educação artística e cultural, provavelmente não vamos resolver o problema central das violências em nossos países e em nossa região”, afirmou.
O secretário-executivo destacou políticas públicas retomadas e fortalecidas pelo Governo do Brasil, como o programa CEUs das Artes, implantado em territórios de alta vulnerabilidade social. Levantamentos realizados em 2023 apontaram redução de pelo menos 20% nos índices de criminalidade no entorno dessas unidades.
Ele também apresentou a construção de uma nova política de mediação cultural e artística nas escolas brasileiras.
“Estamos construindo um programa de mediação cultural e artística nas escolas, levando artistas e agentes culturais para dentro das escolas para que sejam mediadores dessas atuações”, explicou.
A iniciativa dialoga com o debate sobre educação integral em curso no país, ampliando a compreensão de formação para além das disciplinas tradicionais e incorporando experiências culturais como visitas a museus, atividades de teatro, dança e valorização de saberes comunitários.
Representando o Uruguai, a subsecretária do Ministério de Educação e Cultura, Gabriela Verde, assinalou que a ampliação do acesso à educação e à cultura passa necessariamente pela vivência artística.
“O acesso à educação e à cultura é favorecido quando feito a partir de atividades artísticas”, observou. Ela também reforçou a centralidade da inclusão nas políticas públicas: “Quando falamos de todas e todos, ninguém pode ficar de fora”.
Verde ainda chamou atenção para a necessidade de valorização profissional do setor. “A dignificação do trabalho na cultura, nas artes e na educação, para o Uruguai, é de enorme importância”, pontuou.
Já o diretor nacional de Formação em Artes de El Salvador, Jesús Arismendi, compartilhou experiências de ocupação cultural de espaços públicos e destacou o impacto da arte no fortalecimento comunitário.
“A arte desempenha um papel muito importante quando as comunidades começam a se reunir em torno de uma atividade, de um concerto, e deixam de se reunir em torno do medo”, relatou.
Segundo ele, as transformações são graduais, mas consistentes: “Não podemos falar de uma experiência concreta, mas sim de certas ações positivas que dia após dia nos levam a dizer: estamos no caminho certo.”
A ex-ministra das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile, Carolina Arredondo, enfatizou a dimensão simbólica e política da cultura na formação coletiva.
“A cultura é aquilo que identifica, que une um povo, uma comunidade, mas as manifestações artísticas são uma ponte ou um meio que nos permite expressá-la”, avaliou.
Ela também defendeu a ampliação do investimento público na área. “Que não se entenda este espaço da arte, da cultura e do patrimônio como gasto, mas como investimento”, disse. Para a ex-ministra, os resultados dessas políticas reverberam diretamente na vida social: “O que fazemos importa, porque o que fazemos gera comunidade”.
Em participação por vídeo, a representante do México, Deborah Chimillo, destacou a importância de reconhecer saberes tradicionais na formulação de políticas públicas.
“A inclusão dos saberes tradicionais como parte das políticas públicas, fortalecendo a transversalidade dos diferentes setores, é fundamental para poder contribuir com um objetivo comum”, declarou.
Ao encerrar, os painelistas convergiram na defesa da institucionalização da Rede Ibero-Americana de Educação Artística e Cultural como espaço permanente de articulação regional. Também enfatizaram a necessidade de bases legais sólidas, financiamento contínuo, produção de indicadores de impacto e integração entre cultura, educação, justiça, trabalho e desenvolvimento social para consolidar as artes como motor de transformação social e construção da paz na região.

Assuntos Capa, Nacional
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